Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

A realidade do mesmo...

A luta dos professores tem toda a razão de ser, e como é evidente, sou o primeiro defensor do direito à indignação.
Dito isto, se é verdade que o modelo da ministra da educação, carece de bom senso, em grande parte das suas linhas orientadoras, também é verdade que o modelo "justo" que os professores pretendem, passa sempre, repito, sempre, por uma proposta baseada na auto - avaliação.
Ora, isto é mais do mesmo, quando todos concordamos que a educação está londe de se encontrar num estado saudável. Sou professor, mas por ausência de colocação, tenho outra profissão, não ligada ao ensino, e tenho, talvez por isso, uma perspectiva diferente, da realidade patrão/ funcionário, tão diferente, quando esse patrão não é o estado.
Eu também apoio os professores, e sempre apoiarei as lutas que considero justas... mas esta indignação, infelizmente, passa para o público em geral, como uma luta, por previlégios adquiridos que não se querem perder. E em parte, eu que também já estive numa escola, não consigo discordar totalmente.
Um pequenino exemplo, sabiam por exemplo, que é prática instituída, na área do comércio, os funcionários serem avaliados por denominados "clientes mistério", que mais não são, que "inspectores" que a coberto do anonimato se fazem passar por clientes, mas cuja função é avaliar o desempenho de um funcionário. E nem se quer se sabe quando se está a ser avaliado... mas do mal o menos, o processo, de burocrático não tem nada, ou se fica, ou se é dispensado...Uma realidade diferente, não?
É verdade que uma situação injusta, não pode, nunca, servir de justificação para outra, mas refiro-a, para que este tipo de exemplos, pelo menos, obriguem determinadas formas de pensar, a basear a sua luta em pressupostos, realmente justos, e de mudança, e não, para confortavelmente se ir adiando a tão necessária mudança...

3 comentários:

alfabeta disse...

Sou a favor da avaliação, como em todas as profissões há bons e maus profissionais, já debati este assunto no meu blogue e continuo a ser a favor desta avaliação.

Carreira disse...

Eu sou favorável à avaliação, mas não concordo com os moldes em que a pretendem levar a efeito.
Tal como também não concordo com a divisão da carreira docente em titular e ....professores...e ainda há os outros...os contratados...

Aura Sacra Fames disse...

Nessa questão mais íntima aos portugueses, por falat de conhecimento prefiro não comentar, porém sobre a educação muito deve ser dito, pois o mundo só avançará quando houverem escolas comprometidas com uma educação que não oprima como criticou Foucault e contrária a concepção bancária como argumentou Paulo Freire.

Abraços do Brasil
aurasacrafames.blogspot.com