Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Educação: inversão de prioridades?

A líder do PSD, segundo consta, prepara-se para abraçar um novo paradigma que resulta em menos estatística e em mais exigência na EDUCAÇÂO. Não sou propriamente um fervoroso adepto de Manuela Ferreira Leite, mas devo dizer que, nesta área, concordo com o paradigma que advoga. Resta saber se não será apenas retórica pré-eleitoralista. Efectivamente, temos assistido, ao longo dos últimos anos, independentemente do (s) partido (s) do governo, ao colapso da escola pública. A meritocracia, arredada das vidas profissionais, inicia o seu percurso de declínio logo nos bancos das escolas. A exigência e a competência são vocábulos que horrorizam muitos teorizadores. Pululam cursos de discutível valor que conferem putativas competências a quem neles se inscreve.
Está praticamente terminado mais um ano lectivo. As aventuras e desventuras da rapaziada do Ministério da Educação, conduzidos por uma ministra quase acéfala, promoveram o descontentamento geral no seio da classe docente. O final deste ano pode, basta prestar atenção às mais recentes declarações de Maria de Lurdes Rodrigues, ser o princípio do fim do próximo, a não ser que o direito de voto possa trazer algo de novo, mas que conduza a políticas sérias, consistentes e concertadas. Os sinais da fragmentação do voto, tidos como preocupantes, a meu ver devem ser encarados como positivos, talvez permitam aos líderes do designado bloco central encetarem uma indispensável introspecção em torno do que têm sido as suas actuações.

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