Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

E agora Sócrates?


Será uma cabala?
Será uma tentativa de assassinato político?
O nosso primeiro-ministro, repito, o nosso primeiro-ministro está em maus lençóis!
Uma carta rogatória enviada à Justiça portuguesa, pelas autoridades britânicas, aponta baterias contra Sócrates. As autoridades de Londres indicam que o primeiro-ministro é suspeito de ter «facilitado, pedido ou recebido» o pagamento de subornos no valor de cinco milhões de libras (oito milhões de euros) para a legalização do Freeport.
Os investigadores britânicos querem ter acesso às contas bancárias do senhor «engenheiro» José Sócrates.
Muito haverá para explicitar…O que é certo é que, segundo o jornal Público, a aprovação do projecto terá sido conseguida com uma brevidade rara.
Há muito para explicar…aquando da polémica em torno da putativa licenciatura, a Universidade Independente acabou por encerrar compulsivamente por «manifesta degradação pedagógica». O Freeport também será encerrado? Este cenário já foi equacionado….em tempos idos…aguardemos o futuro do outlet de Alcochete.

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Especulações à parte…

bancos

A banca passou por muitas dificuldades. Tenta recuperar agora, de um período negro, atravessado, com alguma dificuldade, com a lanterna que o governo lhe resolveu emprestar.

O processo de regeneração, poderíamos pensar, provavelmente iria levar o seu tempo mas as instituições financeiras, que não andam nisto à dois dias, logo engendraram uma maneira de acelerar a coisa…

Infelizmente e como quase sempre, essa recuperação está a ser feita à custa de todos nós. As taxas de referência caiem sessão após sessão, os portugueses rejubilam, porque, pensam eles inocentemente, que talvez agora, seja mais fácil adquirir uma casa, onde possam habitar com a sua família, e põem-se a fazer contas à vida. O problema é que os bancos têm outra ideia, e de imediato, resolveram aumentar o seu spread, invalidando assim, logo á partida, qualquer vantagem, que pensássemos poder ter com a queda das taxas de juro.

Como se isso não bastasse, temos também as escandalosas comissões, cobradas pela banca, mesmo quando as contas não têm qualquer tipo de movimento, e o constante assédio, a roçar a ilegalidade, com o acenar de cartões ou créditos instantâneos, que não pedimos.

Pensamos, por isso, se terá valido a pena, subsidiar este constante abuso, das mais básicas regras de decência económica, com os nossos impostos…

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

A realidade do mesmo...

A luta dos professores tem toda a razão de ser, e como é evidente, sou o primeiro defensor do direito à indignação.
Dito isto, se é verdade que o modelo da ministra da educação, carece de bom senso, em grande parte das suas linhas orientadoras, também é verdade que o modelo "justo" que os professores pretendem, passa sempre, repito, sempre, por uma proposta baseada na auto - avaliação.
Ora, isto é mais do mesmo, quando todos concordamos que a educação está londe de se encontrar num estado saudável. Sou professor, mas por ausência de colocação, tenho outra profissão, não ligada ao ensino, e tenho, talvez por isso, uma perspectiva diferente, da realidade patrão/ funcionário, tão diferente, quando esse patrão não é o estado.
Eu também apoio os professores, e sempre apoiarei as lutas que considero justas... mas esta indignação, infelizmente, passa para o público em geral, como uma luta, por previlégios adquiridos que não se querem perder. E em parte, eu que também já estive numa escola, não consigo discordar totalmente.
Um pequenino exemplo, sabiam por exemplo, que é prática instituída, na área do comércio, os funcionários serem avaliados por denominados "clientes mistério", que mais não são, que "inspectores" que a coberto do anonimato se fazem passar por clientes, mas cuja função é avaliar o desempenho de um funcionário. E nem se quer se sabe quando se está a ser avaliado... mas do mal o menos, o processo, de burocrático não tem nada, ou se fica, ou se é dispensado...Uma realidade diferente, não?
É verdade que uma situação injusta, não pode, nunca, servir de justificação para outra, mas refiro-a, para que este tipo de exemplos, pelo menos, obriguem determinadas formas de pensar, a basear a sua luta em pressupostos, realmente justos, e de mudança, e não, para confortavelmente se ir adiando a tão necessária mudança...

Greve - professores à procura do norte

Os sindicatos de professores lançaram um ultimato ao Governo, prometendo endurecer a luta com mais "greves e manifestações", se o Executivo não ceder.
A guerra de números não defraudou as expectativas, de acordo com o CM a greve de ontem teve adesão de 91 por cento, segundo a Plataforma Sindical. Já o Ministério da Educação (ME) disse, em comunicado, que foi "muito inferior à de Dezembro" e aponta para uma adesão de 41%, com 318 escolas e agrupamentos fechados num total de 1170.
Quem terá razão? Ministério ou Sindicatos? A greve resultou? Haverá novas alterações no que concerne à avaliação?
Perguntas e dúvidas são às catadupas, respostas e certezas escasseiam.
Este cenário, que envolve a educação, prejudica gravemente os alunos e também os professores.
Acredito que, com o aproximar das eleições, possa surgir uma proposta que permita um entendimento entre as partes. A história repetir-se-á, são dadas umas migalhas e a «malta» vota e reelege. Depois… logo se verá…
Quanto à actuação dos sndicatos….«fraquinha» …. «fraquinha»….

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Mais do mesmo

Greves e mais greves, e pais e alunos à espera para ver uma proposta, coerente, por parte dos professores que não passe, sempre, por um modelo baseado no auto – avaliação. Que bom seria se todos pudemos exigir o mesmo…

Os perigos das redes sociais


As redes sociais triunfam em toda linha. As redes sociais, enormes clubes de amigos que trocam mensagens, fotos e vídeos na rede, têm-se convertido numa poderosa arma de comunicação.
A questão que tem sido descurada é a acumulação aleatória de informações privadas na rede. Estes dados, disponibilizados pelos utilizadores, podem tornar-se perigosos quando na posse de terceiros. As autoridades europeias têm lançado alguns alertas, mas os cuidados são poucos ou nenhuns.
Muitos delinquentes têm vindo a utilizar as infirmações disponíveis na rede para cometer uma panóplia de ilícitos. Urge criar mecanismos de controlo da informação.
Enquanto não houver mecanismos eficazes de controlo o melhor a fazer, na minha óptica, é disponibilizar o mínimo de informações, especialmente dados de índole pessoal, passíveis de serem utilizados por malfeitores.

Stomp

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

O gás da Rússia

Nota: imagem importada do blogue wehavekaosinthegarden.blogspot.com
A Rússia tem sido olhada, ao longo dos últimos anos, com algum desdém. Muitos consideram a Rússia um país decrépito, fora das linhas de influência, corroído pela corrupção galopante e com uma Cleptocracia endinheirada.
A realidade parece-me ser bem diferente, este gigantesco país deve ser respeitado e deve ser promovido o diálogo para que se evitem conflitos desnecessários que fazem perigar a vida de milhões de pessoas. Basta estarmos atentos aos acontecimentos mais recentes, a acesa guerra de palavras entre a Rússia e a Ucrânia, para percebermos as consequências terríveis que daí podem resultar para todos os europeus. Bastou o fecho da torneira do gás para que a Europa ficasse à beira de um «gelão colectivo». A dependência da Europa, face à energia controlada pela GAZPROM, obriga os seus líderes a respeitarem este fornecedor. Respeitar não implica calar ou permitir tudo, mas obriga a que seja promovido o respeito bilateral.

Directamente de Cuba: Los Aldeanos-Es Solo Un Sueño

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

FÉRIAS E PROFESSORES

Os alunos tiveram pausa pedagógica ( toda a gente diz férias do Natal ) entre 19 de Dezembro e 2 de Janeiro. Recomeçam as suas actividades lectivas na próxima segunda-feira , dia 5 de Janeiro. Infelizmente a maioria das pessoas "pensa" que os senhores professores também vão para casa e nada fazem. Esclareço que muitos deles tiveram reuniões de avaliação e para alguns chegou à véspera de Natal dia 24, com as tão famigeradas pautas e porventura alguns erros perfeitamente normais e atendíveis. Daí, terem de descanso a sexta-feira, dia 26 e na outra semana dia 29, 30 e 31, mais o dia 2 de Janeiro. Contas feitas tendo em conta a tolerância de ponto dos funcionários públicos antes e depois do dia de Natal e de Ano Novo. Os professores com fama de terem muitas férias e boa vida, tiveram efectivamente 5 dias de férias, pois os feriados e fins-de -semana nas minhas contas são para todos. O mais paradoxal é que a grande maioria dos portugueses ( funcionários públicos ) tiveram quase o mesmo tempo de descanso e, quem paga e tem fama são os professores. Não querendo falar dos deputados pois esses tiveram mesmo 15 dias de férias !

Notas:

1. Este texto foi escrito por Joaquim Jorge no blogue http://clubedospensadores.blogspot.com/,


2. O sublinhado e o colorido da última frase são da minha autoria (por motivos óbvios!)

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Desemprego assustador

Cerca de 60 mil pessoas, por mês, estão a inscrever-se nos centros de emprego como desempregados. Estes valores, veiculados pelo Diário de Notícias, são pouco animadores para um início de ano que queremos que seja de esperança. Se anexarmos a esta informação o discurso de Ano Novo do Presidente da República, o cenário torna-se tenebroso. Cavaco Silva teme que o desemprego não pare de aumentar e, como consequência, os perigos de exclusão social espreitarão em cada esquina.
Com a economia estagnada, as empresas a laborarem no limiar do razoável, a banca a viver dias difíceis, 2009 poderá não ser o ano de viragem de ciclo, mas sim o ano do pique máximo do agravamento das condições de vida de milhares de famílias em Portugal e no Mundo.
A esperança poderia residir no facto de vivermos um ano de eleições e de mudança. No entanto, infelizmente, nem este factor me alimenta muito a chama da esperança tendo em conta a qualidade, ou falta dela, dos candidatos que se perfilam.