Silvio Berlusconi sempre foi uma personagem controversa. O chefe do governo italiano, país de que tanto gosto, parece não querer desprender-se da fama que foi construindo ao longo do seu percurso político e empresarial. Não aprecio o estilo e muito menos as inoportunas intervenções públicas com que brinda os seus concidadãos. Recentemente, aquando do terramoto que vitimou muitas pessoas, vomitou um conselho às vítimas, ou seja, estas deveriam imaginar-se numa espécie de fim-de-semana de campismo. Ele há cada um! Livra! Em termos comparativos, talvez não estejamos mal servidos de políticos no nosso país, apenas em termos comparativos! Mas a sua sensibilidade não se ficou por aqui, agora aconselha também as vítimas a comprarem os putativos móveis na cadeia internacional de móveis IKEA. Quanto lhe terão pago desta vez? A seguir terá propostas das cadeias de comida rápida e barata: McDonald's, Telepizza…A disputa será certamente renhida. Custa-me que um país com a tradição histórica da Itália tenha à cabeça um «cabeçudo» plastificado e insensível. Opiniões,comentários e reflexões sobre Portugal e o Mundo... Não tenho qualquer interesse literário, mas sou feito de literatura. Franz Kafka, Cartas a Felice jagcarreira@gmail.com
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Berlusconi é insuportável
Silvio Berlusconi sempre foi uma personagem controversa. O chefe do governo italiano, país de que tanto gosto, parece não querer desprender-se da fama que foi construindo ao longo do seu percurso político e empresarial. Não aprecio o estilo e muito menos as inoportunas intervenções públicas com que brinda os seus concidadãos. Recentemente, aquando do terramoto que vitimou muitas pessoas, vomitou um conselho às vítimas, ou seja, estas deveriam imaginar-se numa espécie de fim-de-semana de campismo. Ele há cada um! Livra! Em termos comparativos, talvez não estejamos mal servidos de políticos no nosso país, apenas em termos comparativos! Mas a sua sensibilidade não se ficou por aqui, agora aconselha também as vítimas a comprarem os putativos móveis na cadeia internacional de móveis IKEA. Quanto lhe terão pago desta vez? A seguir terá propostas das cadeias de comida rápida e barata: McDonald's, Telepizza…A disputa será certamente renhida. Custa-me que um país com a tradição histórica da Itália tenha à cabeça um «cabeçudo» plastificado e insensível. Domingo, 26 de Abril de 2009
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Eleições Europeias

Tive alguma esperança que fosse possível realizar-se um debate esclarecedor entre os diversos candidatos às eleições europeias. Os representantes dos diversos partidos não foram capazes de alinhavar um diálogo fluido e perfeitamente perceptível para todos os cidadãos. Quanto à apresentadora, sem comentários! Fátima Campos Ferreira tem vindo a ter prestações gradualmente menos positivas. Ontem, foi incapaz de conduzir e dinamizar um diálogo que se desejava o mais possível civilizado e interactivo.
Foi lamentável o país ter assistido à constante troca de «mimos» entre Paulo Rangel e Vitalino Canas, cabeças de lista dos dois maiores partidos portugueses. Houve momentos em que parecia estarmos a assistir a uma conversa azeda entre dois «meninos de coro». É caso para dizer que falaram…falaram…mas disseram pouco ou nada. Fica aqui o meu elogio para dois homens que se encontram em trincheiras bem distintas: Nuno Melo e Miguel Portas. Goste-se ou dos partidos que representam, parece-me ser inegável que são dois políticos valorosos. Quanto à representante da CDU, Ilda Figueiredo, esteve razoável, mas não lhe aprecio o estilo.
Não me admirarei, apões este primeiro momento de confronto de ideias, que a abstenção suba galopantemente.
Foi lamentável o país ter assistido à constante troca de «mimos» entre Paulo Rangel e Vitalino Canas, cabeças de lista dos dois maiores partidos portugueses. Houve momentos em que parecia estarmos a assistir a uma conversa azeda entre dois «meninos de coro». É caso para dizer que falaram…falaram…mas disseram pouco ou nada. Fica aqui o meu elogio para dois homens que se encontram em trincheiras bem distintas: Nuno Melo e Miguel Portas. Goste-se ou dos partidos que representam, parece-me ser inegável que são dois políticos valorosos. Quanto à representante da CDU, Ilda Figueiredo, esteve razoável, mas não lhe aprecio o estilo.
Não me admirarei, apões este primeiro momento de confronto de ideias, que a abstenção suba galopantemente.
Sábado, 18 de Abril de 2009
Aldo Naouri - «Educar os Filhos»

A autoridade é indispensável na educação e é urgente o regresso do pai. O pediatra francês Aldo Naouri – autor do livro “Educar os Filhos” – diz que não se importa que lhe chamem reaccionário e vem explicar porquê numa conversa com Carlos Vaz Marques.
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
“Sem eira nem beira”
O mais recente álbum dos Xutos & Pontapés tem sido comentado nos últimos dias pelo facto de conter uma canção, “Sem eira nem beira”, com uma letra que tem sido transformada num manifesto crítico ao primeiro-ministro José Sócrates.
Os artistas garantem que a música não visa ninguém concretamente!
Mas ao ver o vídeo que se segue, cada um tirará as suas ilações:
Sábado, 11 de Abril de 2009
Refúgio para jovens à deriva
João Almiro aplica riqueza pessoal a acolher em casa toda a sorte de marginalizados
Por: TERESA CARDOSO in "JN"
Três dezenas de jovens marcados por violência doméstica, abusos sexuais,drogas, álcool e doenças refugiam-se na casa "Os Andorinhas", em Campo de Besteiros. À frente do porto de abrigo está um homem de 82 anos: João Almiro.
O dia 29 de Março foi vivido com particular emoção na associação "Os Andorinhas". Morreu a Bibi. Lina Maria Simões Gomes, com 38 anos de idade, que aos seis meses de vida foi entregue pelos pais, com problemas de alcoolismo, aos cuidados do farmacêutico João Almiro.
Portadora de Trissomia 21 e com o esófago queimado pela aguardente que lhe davam para se calar, a menina acabaria por ditar o rumo do seu protector. Um homem, nascido em berço de ouro, que aos 82 anos continua a trocar a comodidade que o dinheiro lhe proporcionaria, pela ajuda a marginalizados da sociedade.
Proporcional ao seu altruísmo, a fama de João Almiro atraiu para Campo de Besteiros jovens de todo o país. Muitos enviados por hospitais e cadeias. Em comum: famílias desestruturadas, pobreza, violência, abusos, violações, drogas, álcool e até doenças contagiosas.
"Este homem não existe". Quem assim fala é Fernando Abreu, 44 anos, antigo colaborador da Câmara de Tondela, que devido a complicações neurológicas, associadas a uma insuficiência renal, se afastou da família e dos amigos. Reencontrou-se junto de João Almiro. "É mais que um pai. A seu lado, recuperei de uma depressão e preparei-me psicologicamente para o transplante", testemunha.
Anteontem, à uma hora, o telemóvel de João Almiro tocou. Do outro lado, um SOS: Bruno, 24 anos, consumidor de drogas duras - chegou a ser expulso da Alemanha por isso -, pedia ajuda.
"Chegou de Lisboa a Tondela e não tinha para onde ir. Fui buscá-lo. Dei-lhe comprimidos para as dores e por aí fica enquanto quiser. Esta casa não tem grades. A ideia é a ajudar estes jovens a voarem sozinhos. Mas se tiverem recaídas, podem sempre voltar ao ninho", sintetiza João Almiro.
Sem um cêntimo do Estado, dinheiro que não reclama nem deseja, o farmacêutico assegura, na casa onde criou os filhos, a sobrevivência de quem lhe bate à porta. Agora são 30. Gasta entre seis a sete mil e quinhentos euros por mês. Vale-lhe a solidariedade de muitos amigos. E a quinta, trabalhada pelos jovens, de onde vêm os alimentos e onde cria vacas, porcos, ovelhas e galinhas para ajudar nas despesas.
"Além dos utentes, que fazem o que podem, somos duas funcionárias. Eu trato da cozinha. O doutor e os rapazes não se queixam da comida", brinca Maria Teresa Henriques.
João Almiro é o faz-tudo-da-casa: leva os rapazes e raparigas que precisam aos tratamentos de desintoxicação de álcool e drogas, às vacinas, ao ortopedista, a consultas de Planeamento Familiar. Consegue próteses. Chegou a salvar um doente, com cirrrose, que tinha os dias contados.
"É tudo do bolso dele. Aos 82 anos, carrega o carro e vai com a rapaziada para Coimbra, Viseu e por aí fora. Aqui no café, paga os consumos. Menos o álcool. Dorme sozinho com todos em casa. E se algum sai para a rua, é vê-lo de robe, na madrugada, à sua procura", testemunha Carla Teresa, do café Guiné, que fica defronte de "os Andorinhas". Ela e o marido, António Soares, temem pelo que possa acontecer aos jovens quando o benemérito faltar.
Por: TERESA CARDOSO in "JN"
Três dezenas de jovens marcados por violência doméstica, abusos sexuais,drogas, álcool e doenças refugiam-se na casa "Os Andorinhas", em Campo de Besteiros. À frente do porto de abrigo está um homem de 82 anos: João Almiro.
O dia 29 de Março foi vivido com particular emoção na associação "Os Andorinhas". Morreu a Bibi. Lina Maria Simões Gomes, com 38 anos de idade, que aos seis meses de vida foi entregue pelos pais, com problemas de alcoolismo, aos cuidados do farmacêutico João Almiro.
Portadora de Trissomia 21 e com o esófago queimado pela aguardente que lhe davam para se calar, a menina acabaria por ditar o rumo do seu protector. Um homem, nascido em berço de ouro, que aos 82 anos continua a trocar a comodidade que o dinheiro lhe proporcionaria, pela ajuda a marginalizados da sociedade.
Proporcional ao seu altruísmo, a fama de João Almiro atraiu para Campo de Besteiros jovens de todo o país. Muitos enviados por hospitais e cadeias. Em comum: famílias desestruturadas, pobreza, violência, abusos, violações, drogas, álcool e até doenças contagiosas.
"Este homem não existe". Quem assim fala é Fernando Abreu, 44 anos, antigo colaborador da Câmara de Tondela, que devido a complicações neurológicas, associadas a uma insuficiência renal, se afastou da família e dos amigos. Reencontrou-se junto de João Almiro. "É mais que um pai. A seu lado, recuperei de uma depressão e preparei-me psicologicamente para o transplante", testemunha.
Anteontem, à uma hora, o telemóvel de João Almiro tocou. Do outro lado, um SOS: Bruno, 24 anos, consumidor de drogas duras - chegou a ser expulso da Alemanha por isso -, pedia ajuda.
"Chegou de Lisboa a Tondela e não tinha para onde ir. Fui buscá-lo. Dei-lhe comprimidos para as dores e por aí fica enquanto quiser. Esta casa não tem grades. A ideia é a ajudar estes jovens a voarem sozinhos. Mas se tiverem recaídas, podem sempre voltar ao ninho", sintetiza João Almiro.
Sem um cêntimo do Estado, dinheiro que não reclama nem deseja, o farmacêutico assegura, na casa onde criou os filhos, a sobrevivência de quem lhe bate à porta. Agora são 30. Gasta entre seis a sete mil e quinhentos euros por mês. Vale-lhe a solidariedade de muitos amigos. E a quinta, trabalhada pelos jovens, de onde vêm os alimentos e onde cria vacas, porcos, ovelhas e galinhas para ajudar nas despesas.
"Além dos utentes, que fazem o que podem, somos duas funcionárias. Eu trato da cozinha. O doutor e os rapazes não se queixam da comida", brinca Maria Teresa Henriques.
João Almiro é o faz-tudo-da-casa: leva os rapazes e raparigas que precisam aos tratamentos de desintoxicação de álcool e drogas, às vacinas, ao ortopedista, a consultas de Planeamento Familiar. Consegue próteses. Chegou a salvar um doente, com cirrrose, que tinha os dias contados.
"É tudo do bolso dele. Aos 82 anos, carrega o carro e vai com a rapaziada para Coimbra, Viseu e por aí fora. Aqui no café, paga os consumos. Menos o álcool. Dorme sozinho com todos em casa. E se algum sai para a rua, é vê-lo de robe, na madrugada, à sua procura", testemunha Carla Teresa, do café Guiné, que fica defronte de "os Andorinhas". Ela e o marido, António Soares, temem pelo que possa acontecer aos jovens quando o benemérito faltar.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Temos ministro da Cultura (?)

Temos ministro da Cultura...
De nome José António Pinto Ribeiro.
Já tinha ouvido falar deste cidadão?
Conhece este compatriota que é pago, com o nosso dinheiro, para tratar das coisas da cultura?
Não me lembro de qualquer intervenção que tenha tido digna de algum relevo. A conjuntura não é a melhor. Quando se «vomita» crise a cada nanossegundo, não é expectável que, principalmente num país como o nosso, alguém se preocupe ou pense, por um nanossegundo que seja, em investimentos ligados à indústria cultural. Infelizmente, um caminho enviesado, o de desprezar esta industria em tempo de crise, como nos dizem os gurus internacionais.
Ainda assim, parece-me que deve ser exigido mais ao responsável por esta pasta. Sinceramente, após a saída de Isabel Pires de Lima, só hoje percebi que o senhor ministro não está moribundo, o senhor ainda respira. Todavia, tem que ter algumas cautelas. Veio anunciar ontem no Parlamento que vai ser aberto um concurso de ideias para transferir o Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria. Mas a ideia parece não ser do agrado do director do museu porque há riscos sísmicos e de inundação.
O senhor ministro se não se previne corre o risco de passar de fantasma da cultura para uma espécie de «afogador» da cultura, a menos que esteja interessado em aumentar o espólio dos tesouros arqueológicos subaquáticos.
De nome José António Pinto Ribeiro.
Já tinha ouvido falar deste cidadão?
Conhece este compatriota que é pago, com o nosso dinheiro, para tratar das coisas da cultura?
Não me lembro de qualquer intervenção que tenha tido digna de algum relevo. A conjuntura não é a melhor. Quando se «vomita» crise a cada nanossegundo, não é expectável que, principalmente num país como o nosso, alguém se preocupe ou pense, por um nanossegundo que seja, em investimentos ligados à indústria cultural. Infelizmente, um caminho enviesado, o de desprezar esta industria em tempo de crise, como nos dizem os gurus internacionais.
Ainda assim, parece-me que deve ser exigido mais ao responsável por esta pasta. Sinceramente, após a saída de Isabel Pires de Lima, só hoje percebi que o senhor ministro não está moribundo, o senhor ainda respira. Todavia, tem que ter algumas cautelas. Veio anunciar ontem no Parlamento que vai ser aberto um concurso de ideias para transferir o Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria. Mas a ideia parece não ser do agrado do director do museu porque há riscos sísmicos e de inundação.
O senhor ministro se não se previne corre o risco de passar de fantasma da cultura para uma espécie de «afogador» da cultura, a menos que esteja interessado em aumentar o espólio dos tesouros arqueológicos subaquáticos.
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Sábado, 4 de Abril de 2009
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Multas
A caça à multa já não é o que era. Hoje, talvez reflexos da crise económica, os agentes da autoridade são bastante selectivos. Refiro-me apenas às multas referentes aos estacionamentos ilegais. Vejamos, os agentes multam apenas as viaturas que estão estacionadas nos parquímetros sem o respectivo «papelinho» que atesta a introdução da «moedinha» na dita maquineta. Ainda hoje, quando circulava a pé, no espaço reservado aos peões, ou seja, no passeio tive que me desviar para a estrada porque havia várias viaturas a obstruírem a passagem aos transeuntes. Curiosamente, mesmo à minha frente locomovia-se um senhor de farda e boina azuis, um agente da PSP com bloco na mão e uma esferográfica. Normalmente, os objectos citados servem para «passar multas» … Estranhamente, o agente da autoridade não multou nenhum dos três veículos amontoados no passeio. Talvez não estivesse para se dar a esse árduo labor, uma vez que não veria a cor da comissão como habitualmente sucede com os chamados «gratificados» (multas aplicadas por agentes que fazem horas extra apenas para autuarem quem não paga o estacionamento). Haja decoro senhores agentes!
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