Domingo, 31 de Maio de 2009

Marinho - «O Guerreiro»

Cada vez há mais medo de dizer desabridamente o que se sente. Há sempre consequências para quem «não alinha»!
Mas, mesmo assim, ainda aparece um outro desalinhado. Saúdo a coragem de Marinho Pinto. A sua frontalidade é desarmante. Dá verdadeiramente o «corpo às balas». Fê-lo recentemente, no «diz que é uma espécie de jornalismo» da TVI. O bombardeamento habitual da incontinente verbal Manuela Moura Guedes provocou um efeito bumerangue. A agressividade latente nas entrevistas que conduz encontrou um Meirinho com uma couraça tão resistente que conseguiu, com o seu estilo peculiar, devolver as munições à adversária. O ricochete permitiu colocar a senhora, que enche a boca (tarefa difícil) para arrasar os seus convidados, no lugar que lhe está destinado, o lugar da menoridade jornalística. Bem sei que, por vezes, o bastonário também faz afirmações que nos arrepiam (por exemplo: o apelo que fez ao não voto) mas entre o deve e o haver, creio que a sociedade portuguesa terá mais a ganhar do que a perder com o carácter deste homem.
Nota: A imagem foi retirada do blogue wehavekaosinthegarden. Obrigado!

Sábado, 30 de Maio de 2009

Quique e Paulo Bento

O cavalheirismo no futebol parece estar quase extinto, praticamente reduzido a cinzas. Mas, eis que os exemplos pululam, espantem-se os meus amigos, na nossa primeira liga.
No domingo passado, no programa de análise desportiva da RTP, Paulo Bento denotou solidariedade para com o técnico do outro lado da 2.ª Circular. Falo, obviamente, de espanhol Quique Flores. Flores também foram um elemento de adorno nas palavras proferidas aquando das copiosas goleadas impostas pelos homens da Baviera à equipa leonina.
São exemplos destes que dignificam a modalidade e os homens que a administram.
Envio, aqui do meu sofá, cordiais cumprimentos aos dois e os parabéns ao professor Jesualdo, o treinador tricampeão.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Jennifer West





“ A aldeia da Minha Vida I”

A minha amiga Susana, do blogue «A Aldeia da Minha Vida», está a dinamizar um passatempo fantástico. Penso que vale a pena participar:

«Pretende-se que todos os participantes produzam um texto sobre uma aldeia portuguesa, de qualquer ponto do país. O texto deve ser original, constando o nome verdadeiro da aldeia , acompanhado com uma fotografia ou filme, ou slides que possam dar a conhecer a sua aldeia.A forma de abordagem ao tema é livre, desde que envolva uma aldeia portuguesa, por exemplo, sobre aquela aldeia que ... marcou ou ainda marca a sua vida; escolheu para viver; onde habitualmente passa as suas férias, foi um sítio de passagem que o / a conquistou num passeio em família…….enfim haverá mil e uma razões para falar sobre a “Aldeia da minha vida”.Para participar nesta blogagem deverá cumprir os seguintes passos:1) Increver-se, através do email : aminhaldeia@sapo.pt , constando os seguintes dados:
Nome ; endereço do blogue ou site ( caso tenha) até dia 6 de Junho; junto a uma autorização para que o seu texto seja publicado no blogue “ A Aldeia da minha vida”2) Colocar na barra lateral do seu blogue o cartaz da blogagem e o respectivo link (escolha um deles):




3) Serão listados no livro virtual : www.aldeiadaminhavida.blogspot.comtodos os participantes da blogagem ( com o nome e o link do respectivo blogue, caso tenha) .
4) Enviar até dia 8 de Junho por email (
aminhaldeia@sapo.pt) o texto que pretende postar no seu blog/site, acompanhado com uma fotografia da aldeia eleita, devidamente identificado, conforme a inscrição anteriormente efectuada.
5) Postar o texto no seu blogue ( e o cartaz da blogagem/respectivo link) a partir das 00.00 horas do dia 9 de Junho para iniciar, durante os dois dias (9 e 10 ) a visita e respectiva troca de ideias com outros blogues participantes.
6) No caso dos participantes que não têm blogue, os textos serão postado por mim no blogue “A aldeia da minha vida”. Aí poderão responder aos comentários do seus textos , desde que sejam devidamente identificados ( os textos e os comentários).
7) No dia 10 serão postados no livro virtual,” A aldeia da minha vida” todos os textos dos participantes devidamente, numerados e identificados (com o nome ou nicname)”. Os participantes poderão linkar esse livro no seu blogue , para que a qualquer momento possam ler e reler todos os posts e e eleger o melhor post desta blogagem num questionário postado na barra lateral deste blogue.
8) O melhor post eleito por todos os leitores do livro virtual será premiado com um selo deste blogue e com um fantástico fim de semana em Monsanto, a Aldeia mais Portuguesa de Portugal, do concelho de Idanha-a-Nova. »

Sábado, 16 de Maio de 2009

As cotas da vergonha

«A crise económica levou o Governo a reduzir o contingente indicativo para a concessão de vistos de residência a emigrantes de países fora da União Europeia. A quota foi reduzida em 56%, para 3.800 vistos». IN Jornal de Negócios

Medida vergonhosa e demagógica. Será que interessa, neste momento, agradar a um certo eleitorado ou apenas a Paulo Portas? Coligações em cogitação? Criação de pontos de contacto? Não sei o que terá levado à tomada de posição inacreditável, relativamente aos emigrantes.
Bastava conhecer e respeitar aquilo que tem sido a história do nosso povo para nunca sequer ser equacionada uma medida destas. Muito deve o nosso país aos emigrantes e também aos imigrantes.
Quem tem assistido aos incidentes nos bairros «sociais», talvez seja levado a pensar que as comunidades emigrantes são fonte de instabilidade e conflito. Todavia, estes conflitos têm raízes bem mais profundas, alicerçadas em políticas fracassadas de integração que não têm permitido formar a desejável multiculturalidade. A «guetização» de minorias não poderia despoletar desfechos risonhos. Quanto a este problema social pouco ou nada é feito, as preocupações surgem apenas quando há uma câmara de TV por perto.
A medida é ainda mais desconexa se tivermos em conta que o número de emigrantes, que procuram uma réstia de esperança num futuro melhor no nosso país, tem vindo a diminuir nos nossos anos proporcionalmente ao agudizar da crise que se respira.

Sábado, 9 de Maio de 2009

O jornal «i» está aí

O jornal i está aí e eu já o li.
Já tinha assistido, pela TV, a duas entrevistas do seu director Martim Avillez Figueiredo e tinha imensas expectativas em relação ao novo diário (só não sai ao Domingo).
Eis que chegou ao mercado, após um ano de trabalho, segundo as declarações de Avillez. Confesso que fiquei desiludido, direi mesmo que me senti um pouco defraudado. A obra não está à altura das apregoadas ideias inovadoras e de um desejado jornalismo de qualidade que pudesse quebrar o gelo que, regra geral, vem petrificando a informação que lemos nos jornais diários e mesmo nos semanários.
Posto isto, não me resta outra alternativa que não seja manter-me um leitor fervoroso e assíduo do jornal Público. Comprei o número um…comprei o número dois e…dificilmente comprarei outro exemplar da nova publicação, a não ser que surja um upgrade, uma injecção de conteúdo e verdadeira inovação.

Domingo, 3 de Maio de 2009

Mudanças climáticas

Representantes das 17 maiores economias do mundo reunem-se em Washington para discutir um novo tratado global contra as mudanças climáticas. Enquanto isso a indústria do petróleo, carvão e gás está a investir milhões em lobby e propaganda para fingir um interesse pelas mudanças climáticas enquanto impedem avanços nas políticas ambientais. A equipa da Avaaz acabou de terminar um anúncio satirizando a propaganda "ambientalista" da Exxon Mobil:

Para compreender melhor este «mundo», o mundo das petrolíferas», deixo uma sugestão de leitura: O Sétimo Selo de José Rodrigues dos Santos.