Opiniões,comentários e reflexões sobre Portugal e o Mundo... Não tenho qualquer interesse literário, mas sou feito de literatura. Franz Kafka, Cartas a Felice jagcarreira@gmail.com
Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
PoeMário Cesariny
HOMENAGEM A CESÁRIO VERDE
Aos pés do burro que olhava para o mar
depois do bolo-rei comeram-se sardinhas
com as sardinhas um pouco de goiabada
e depois do pudim, para um último cigarro
um feijão branco em sangeu e rolas cozidas
Pouco depois cada qual procurou
com cada um o poente que convinha.
Chegou a noite e foram todos para casa ler Cesário Verde
que ainda há passeios ainda poetas cá no país!
Mário Cesariny, Pena Capital
Aos pés do burro que olhava para o mar
depois do bolo-rei comeram-se sardinhas
com as sardinhas um pouco de goiabada
e depois do pudim, para um último cigarro
um feijão branco em sangeu e rolas cozidas
Pouco depois cada qual procurou
com cada um o poente que convinha.
Chegou a noite e foram todos para casa ler Cesário Verde
que ainda há passeios ainda poetas cá no país!
Mário Cesariny, Pena Capital
Domingo, 21 de Fevereiro de 2010
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
poeMário Cesariny 2010
Dícen?
Olvidan.
Envídian.
Hacen?
Fatal.
No hacen?
Igual.
Para que
'Sforzar?
Todo es
Hurgar.
Mário Cesariny, O Virgem Negra
Olvidan.
Envídian.
Hacen?
Fatal.
No hacen?
Igual.
Para que
'Sforzar?
Todo es
Hurgar.
Mário Cesariny, O Virgem Negra
Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
poeMário Cesariny 2010
Aqui o limbo além o paraíso além o inferno
que cheiro a despegado meu general
Eu todos os meus anjos vão juntos para a guerra
se falta algum é como faltar o chão
Mário Cesariny, Pena Capital
que cheiro a despegado meu general
Eu todos os meus anjos vão juntos para a guerra
se falta algum é como faltar o chão
Mário Cesariny, Pena Capital
Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
Portugal a ganhar, Europa a perder
Vítor Constâncio foi designado para o cargo de Vice-Governador do Banco Central Europeu. Portugal certamente terá muito a ganhar, não tanto com o cargo que passará a assumir, mas muito mais pelo que deixa de ocupar. Surge, agora, uma boa janela de oportunidade para que se possa enveredar por uma nova via, no que concerne à regulação dos mercados financeiros e que supervisione assertivamente as «negociatas» de alguns banqueiros pouco escrupulosos na gestão dos dinheiros dos clientes das diversas entidades bancárias. Importa, de facto, que surja alguém que possa ter um pulso firme para colocar os bancos na ordem. Nós podemos finalmente respirar mais tranquilamente (ufa!). Aguardemos pelo senhor que se segue…Quanto aos europeus (aos restantes europeus)… esses, coitados, têm razões para levarem as mãos à cabeça. Há coisas que não se entendem, esta nomeação é uma delas.
Nota: a imagem foi retirada do blogue wehavekaosinthegarden
Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
Escutar está na moda
Eu escuto, tu escutas, ele escuta, nós escutamos, vós escutais, eles escutam. Declinar o verbo escutar é que está a dar, está em voga e recomenda-se. A curiosidade pela vida dos outros, especialmente quando se trata de figuras públicas, sempre foi uma evidência. Mas daí até à devassa da privacidade de cada um, via uma longa distância que pensei não ser possível de algum dia vir a ser percorrida. O problema é que parece valer tudo no nosso país.
A última semana tem sido salpicada por um chorrilho de notícias que me deixam atónito com o que se passa e sem saber quando e onde é que isto vai parar.
Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Limites da liberdade
Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Portugal sem estratégia
O empresário Henrique Neto (HN) escreveu no suplemento de Economia, do semanário Expresso algo que nos deve deixar preocupados:“(…) ausência de debate dos empresários entre si e com o Governo e na existência de um modelo estratégico para a economia. Além da tradicional falta de competência.”
O parágrafo, acima transcrito, funciona como um epílogo do resumo feito por HN que avança com a ideia de que é possível reduzir o desemprego. Vais mais longe, enumera seis ideias que poderão contribuir para a urgente redução. Não as vou enumerar e muito menos escrutinar. Mas não posso deixar de registar o pensamento que imediatamente me assolou. Parece-me claro e objectivo que há uma falta de competência larvar no Governo português. O pior, na minha óptica, resulta do facto de não haver apenas, como adiantou e bem HN, falta de um modelo estratégico para a economia portuguesa. O problema é muito mais profundo e parece bem enquistado na sociedade portuguesa. A falta de estratégia abrange e afecta todas e quaisquer áreas de actuação. Não me lembro de qualquer linha orientadora para os destinos do país. Ainda há um ou outro resíduo de um paradigma que foi enunciado e lavado a cabo, na medida do possível, ou seja, o «choque tecnológico». Bem ou mal percebeu-se que a inovação tecnológica teria que ser abraçada e acarinhada. Hoje, além das putativas grandes obras públicas, não descodifico qualquer paradigma de referencia.
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