Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

O substituto de José Sócrates

O tempo de José Sócrates aproxima-se, a passos largos, do fim. É resistente, luta, não desiste, mas em trapalhadas em que surge envolvido e a sua acção política deixa-lhe uma janela de oportunidade cada vez mais diminuta.

Hoje, vi e ouvi, no programa A Cor do Dinheiro, de Camilo Lourenço, um homem que parece perfilar-se como o substituto natural do «engenheiro».

Falo de António José Seguro, gostei do seu discurso e postura. Certamente, o país terá muito a ganhar se a disputa política tiver como protagonistas Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Pode ser que se abra um novo ciclo na vida política nacional que permita reabilitar a credibilidade dos políticos e das políticas.

Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

O enjoo da timoneira Merkel

Nota: imagem retirada do Parool on-line

Os mares da Europa andam verdadeiramente revoltos. Como diz o ditado, gaivotas em terra, tempestade no mar. A timoneira Merkel, que já foi apontada como a grande navegadora de águas profundas, parece já não ter forças para comandar uma tripulação impreparada, indisciplinada e prevaricadora. Os seus marujos, companheiros de viagem europeia, parecem ser tão incumpridores dos acordos que a levam à náusea.
Não deixa de ser curioso que povos com uma larga tradição marítima, ou não estivesse a falar de portugueses espanhóis e gregos, não consigam remar no sentido certo. Pior do que não encontrar o rumo é remar contra a maré. A União Europeia está à beira de uma crise sem precedentes e que pode abalar os seus fundamentos. É imperioso reencontrar o rumo e colocar todos os parceiros a pugnarem pelo bem comum e por um futuro sustentável. Se a solidariedade entre os parceiros é fulcral, não é menos importante a disciplina e o rigor no cumprimentos dos acordos estabelecidos.

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

São os cidadãos que pagam a má gestão

Esta afirmação, por si só, não resulta numa grande novidade. A grande novidade é ter sido proferida por um político. Mas não nos animemos, tanta sinceridade não faz parte do reportório de nenhum político português. O autor da frase é Yorgos Papandreu, primeiro ministro da Grécia. Yorgos foi mais longe e, na entrevista dado ao diário espanhol El País, afirmou, sem quaisquer complexos, que é na Grécia que estão todas as responsabilidades. Durante toda a entrevista analisa a realidade do seu país, apontando claramente os culpados pelo estado a que chegou a economia helénica.

Afirmou também que está preocupado com o histerismo dos mercados que pode levar a um efeito de contágio e vir a prejudicar países como Espanha ou Portugal.

Os europeus, nos últimos anos, confiam cada vez menos nos seus governantes e nas suas competências políticas. A destruição de riqueza a que temos assistido, provocou milhões de desempregados e desferiu um duro golpe na classe média. O primeiro ministro grego fala ainda, sem complexos, da corrupção que pulula no seu país, do clientelismo, dos favores políticos, entre outras maleitas societais que nos são familiares. 

Se sairão da crise ou não, não sei, mas sei que têm um governante corajoso que enfrenta os problemas de frente sem complexos e sem medo das palavras. Se os nossos governantes tivessem um pingo da honestidade intelectual, deste homem, talvez pudéssemos estar no caminho certo para superar a crise que nos sufoca.

Todavia, para quem assistiu à última entrevista de José Sócrates, na RTP, não há a mais pequena dúvida de que a analogia entre os primeiros não passa de uma utopia.

Domingo, 16 de Maio de 2010

Vapor Barato - Gal Costa e Zeca Baleiro

A bomba €, Jesus e o Papa

Nota: imagem retirado do Parool on-line
O euro está prestes a estourar? Ao enunciar esta frase lembrei-me, de imediato, de uma música dos Da Weasel que fala de um Gigante com pés de barro, uma bomba relógio pronta a estoirar». É a melhor imagem que encontro para metaforizar a moeda da união: forte, mas pronta a estoirar. Pelo menos é o que advogam muitos analistas. No que me diz respeito, e pouco ou nada percebo de economia, não creio que o euro esteja em risco. Se tal acontecesse seria o colapso financeiro de muitas economias, como a portuguesa. Voltar às antigas moedas, no nosso caso ao escudo, levaria ao aumento exponencial da dívida externa que já é monstruosa. O escudo só seria bem-vindo, se não estivesse a referir-me à antiga moeda, mas sim a um escudo nacional que nos protegesse dos ataques dos tubarões da União: França e Alemanha, nas pessoas de Sarkozy e Merkel. Contudo, parece-me que, caso ele existisse, os nossos governantes não o usariam porque foi mais fácil passar o ónus da desgraça para as exigências externas do que assumir as culpas de políticas e estratégias erróneas. O fado continua a ser uma perdição… a culpa é sempre dos outros, sejam eles quem forem! Culpas próprias? Nem pensar. Os outros é que nos levam sempre ao abismo e nós, pobres coitados, aceitamos de ânimo leve. Juntemos ao triste fado uma semana de futebol (vitória do Benfica no campeonato) e de Fátima (visita de Bento XVI). O caldo de cultura este com o tempero no ponto para que se apresentassem medidas de austeridade draconianas sem que a contestação surgisse nas ruas. Nas ruas estiveram apenas portugueses em apoteose, semi-anestesiados, com a passagem do autocarro dos campeões, onde pontificou Jesus, e do papamóvel de onde acenava à multidão o santo padre. Será que os acenos dos homens elencados vão manter as pessoas alienadas da dura realidade por muito mais tempo?

ENCONTRO DE BLOGGERS E LANÇAMENTO DO LIVRO “ALDEIAS HISTÓRICAS DE PORTUGAL – GUIA TURÍSTICO”

«Amigos bloguistas, a equipa do blog da Aldeia está em pulgas. Em Junho, o blog da Aldeia festeja o 1º aniversário da primeira blogagem colectiva. Devemos este facto a todos vocês, que mês a mês, participam e dão alento a todas as nossas iniciativas. Daí, decidimos comemorar em grande, organizando um Encontro de Bloggers. Para tal, escolhemos uma data importante: o dia 10 de Junho, Dia de Portugal. Assim, temos não um, mas dois motivos para festejar!»


Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Faltam 4 dias!

Faltam quatro dias para que eu, você, enfim, nós portugueses comecemos a ganhar dinheiro. É melhor explicar! Os cidadãos portugueses têm que «vergar a mola» durante 133 dias (Público, 13 de Maio de 2010) só para pagar impostos para um estado que não consegue emagrecer e continua a devorar-nos compulsivamente. Atendendo a estes dados, referenciados num estudo da Associação Industrial Portuguesa (AIP), só a partir da próxima terça-feira é que começamos a auferir, efectivamente, dos resultados dos nossos labores. Com as alterações fiscais anunciadas, corremos o risco de ver o tempo de trabalho, que dedicamos ao nosso estado, aumentado.

O que mais me revolta nem é a questão dos valores tributados, mas sim a falta de retorno, ou seja, considero que o estado, iminentemente social (ou não), deve retribuir o esforço que é feito pelos contribuintes. O busílis da questão é esse, se queremos uma consulta de especialidade temos que pagar a um médico privado, a educação está pelos caminhos da amargura, a justiça é inoperante…

Parece que quanto mais se paga, menos se recebe em troca do estado «obeso». Os homens da máquina estatal, os homens do arco, que se vão revezando, além de gastarem muito, esbanjarem quantias pornográficas, gastam muito mal. Não tem havido nos sucessivos governos uma gestão realista e que se ajuste à nossa realidade. Ainda não houve um ateliê de alta-costura, leia-se partido político, que conseguisse talhar um fato à medida do nosso território. Sucedem-se as mantas de retalhos, e os fatos curtos. Puxa-se para a cabeça e descobrem-se os pés. O problema é que, hoje, o país já está nu!

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

O Papa calça Prada?

Talvez inspirado no livro, ou no filme, o Diabo Veste Prada, Catarina Pestana, directora da empresa de comunicação DASEIN, resolveu criar um sapato gigante e vermelho, igual aos que Bento XVI calça, e colocá-lo em cima de uma viatura que desfilará pelas artérias lisboetas para chamar a atenção para a riqueza descomunal da Igreja.

Se o Papa veste ou calça Prada, não sei, mas sei que a alta-costura não lhe causa alergia com toda a certeza. Os órgãos de comunicação do Vaticano têm feito um esforço para contrariar a ideia de que esta marca de luxo possa servir de adereço a sua santidade. Talvez, neste assunto, digam verdade.

Contudo, uma coisa é certa, a opulência da Igreja é um facto indesmentível. Já estive no Vaticano e testemunhei in loco a riqueza que por ali se espalha em cada recanto. Mas, nem precisamos de ir mais para tão longe! Basta observarmos atentamente a nova catedral, erigida no Santuário de Fátima, para concluirmos que a riqueza patrimonial da Igreja é grandiosa e que, na minha óptica, não é optimizada e aplicada em causas humanitárias, mas sim em objectos valiosíssimos…

O que se vai passar com a vida de Bento XVI ao nosso país, parece-me bem exemplificativo do que atrás enuncio. Ora reflictamos, será possível que um país endividado até ao tutano, com sérias dificuldades em pagar os juros das dívidas, que não produz o que gasta e que, a cada dia, se endivida mais à custa do trabalho dos outros possa prepara-se para gatar somas avultadas para a recepção do chefe da Igreja? Para que se perceba, do que estou a falar, enumero alguns dos gastos (nem sequer são os principais): construção do altar para a celebração da eucaristia – 200 000,00€; tarjas publicitárias – 220 000,00€; Helicópteros e F 16 (escoltam o avião papal) – 40 000,00€ / hora… Não esqueçamos que o microfone, a utilizar na celebração, é revestido a ouro, talvez para «dourar a pílula», ou seja, para poder dourar o discurso que poderá ser acinzentado, especialmente se o vulcão islandês teimar em «arrotar» as cinzas malévolas. O fumo branco costuma ser o catalisador da mensagem Habemos Papa. Reze-se para que este fumo, um poço mais escurecido, não seja sinónimo de No Habemos Papa, em Portugal.

Entre a vitória do SLB no campeonato e a vinda de Bento XVI a Portugal muitas cortinas de fumo se vão erigindo, e não são expelidas por vulcões, espero que as cinzas do Eyjafjallajokull não sejam o presságio do futuro, cada vez mais negro, que se adivinha para o nosso país. Quando se diz que estamos a correr um perigo similar ao da Grécia, eu arrepio-me! A sério, arrepio-me mesmo. Não nos esqueçamos que o nosso Primeiro tem algo de helénico o seu nome: Sócrates. É lamentável que, aparentemente, só lhe tenha herdado o nome…

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

CEGUEIRA LUSA - O LIVRO

Como o prometido é devido, aqui fica a surpresa que anunciei há duas semanas atrás. Reuni os textos, que considero mais interessantes,  dos primeiros três anos deste espaço de intervenção, num livro
Recorri ao prin-on-demand e à editora on-line Bubok


Domingo, 9 de Maio de 2010

The National - Fake Empire

Tyrannybook - Facebook dos tiranos


A Amnistia Internacional lançou uma nova rede social, semelhante ao famoso Facebook, a Tyrannybook. A recém-criada rede social dedica-se à vigilância de alguns dos líderes mundiais que mais atentam contra os Direitos Humanos.

"Disponibilizados pela Amnistia, os perfis destas figuras são actualizados quer pela Amnistia, quer pelos utilizadores mediante o avançar ou recuar da situação dos países que lideram." Saiba mais...

Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

RICARDO - O «MÃOZINHAS»


O episódio protagonizado pelo deputado do PS, Ricardo Rodrigues, e dois jornalistas da revista Sábado permite-nos tirar duas conclusões. Uma, que nem todas as entrevistas são previamente combinadas, ou seja, nem sempre os entrevistados sabem que questões lhes vão ser colocadas. Outra, o Beto já tem um substituto à altura, o senhor Ricardo Rodrigues. Pelos menos houve um bom upgrade, o Beto «mãozinhas» usava um gorro, um tanto ou quanto inestético, enquanto o novo «mãozinhas», o deputado Ricardo Rodrigues, usa fato e gravata, suponho que de uma marca conceituada, a julgar pelo corte.

Deu-me vontade de rir, hoje, ao ouvir as declarações da insuspeita Maria de Belém que advoga a ideia de que o deputado, legalmente, não roubou porque posteriormente entregou os ditos gravadores no tribunal e interpôs uma providência cautelar. Foi ainda alegada a ideia de se ter tratado de um acto irreflectido em reacção à enorme pressão que estava a sentir, devido ao teor das questões.

Penso que esta atitude é inaceitável, especialmente quando se trata de um deputado eleito democraticamente que representa o povo português.

Com exemplos destes, de facto, não vejo como poderá ser plausível construir um país melhor, mais credível, digno de respeito e que faça os seus cidadãos acreditarem que o futuro existe.

Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Artificialismos

Caro leitor, já se imaginou a degustar um naco de carne artificial? Em breve, esta estranha imagem poder-se-á tornar numa realidade corriqueira. Será plausível comer, por exemplo, um bife (não sei se saboroso e suculento ou não…) sem que este seja extraído de um animal. Investigadores holandeses (Público - 04/12/2009) já conseguiram criar um pedaço húmido de carne de porco, através da extracção de células musculares de um porco vivo e colocaram-nas numa solução de produtos animais. As células multiplicaram-se e criaram tecido muscular. Caso se consiga «exercitar» o músculo será possível criar «bifes». O artificial parece ganhar cada vez mais terreno ao natural. Os dinamizadores da experiência garantem que os consumidores vão comprar os produtos porque «parece mesmo carne». Ainda que estejamos alertados para o facto de nem sempre aquilo que parece o é de verdade, a vitória do artificial sobre o natural parece ser inevitável, especialmente nas sociedades ocidentais em que a imagem vale muito mais do que qualquer outro aspecto.

Vivemos, como afirmou Pacheco Pereira, tempos de plástico e de plasticidade (Público – 05/12/2009). Efectivamente, se bem observarmos, verificamos que alguns dos protagonistas da vida política nacional e seus sequazes são colocados na ribalta pelos mass media sem que, na maioria esmagadora dos casos, tenham dado provas cabais de competência, dedicação e de carácter valoroso.

O importante, para vencer no nosso cantinho ibérico, é construir uma boa imagem, associá-la a boa imprensa e estabelecer conexões com os tentáculos do polvo certo. Trabalho? Meritocracia? Subir a pulso? São expressões aziagas e que não importa assimilar, talvez até seja bom reprimir ou mesmo suprimir do léxico de quem quer ter sucesso na política, nos negócios, enfim, na vida! Logicamente, nem todos os «Homens Importantes» se englobam no que vem sendo elencado. Contudo, não me parece exagerado afirmar que a cada cavadela surge uma minhoca: Face Oculta, Freeport, BPP, BPN, Submarinos, Casa Pia, Portucale, Bragaparques, Operação Furacão, Lopes da Mota, Cova da Beira…

Nos últimos meses, a sociedade portuguesa tem sido bombardeada com notícias que colocam a nu quão artificiais são alguns dos responsáveis pelas mais diversas áreas: política, justiça, finanças, ambiente, obras públicas (…). Quando «cai o botox» ou surgem problemas com as «aplicações de silicone» (a putativa verdade é descoberta) e as rugas, elemento natural, se evidenciam, surge na praça pública um chorrilho de ilegalidades e imoralidades que nos fazem pensar que vivemos numa república das bananas, em que tudo é permitido a senhores bem enfarpelados e ainda melhor relacionados.

É lamentável e preocupante que no meio de uma crise económica global que ameaça despoletar uma tenção social com consequências imprevisíveis, se discuta a validade de escutas, o governo e a oposição se digladiem irresponsavelmente no parlamento, se fale em espionagem política, entre outras loucuras que evidenciam a perda de juízo das pseudo-elites proporcionando um espectáculo degradante que a todos deve envergonhar.

Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

O Estado da Educação

Tenho pena que o nosso Estado não possa ser considerado da Educação, mas sim, não raras vezes, da deseducação. O estado da educação em Portugal é periclitante e preocupante. Vão sendo dados sinais, por diversas personalidades de referência, da aproximação que vem sendo feita ao abismo. Li no jornal Público, recentemente, um artigo de Guilherme Valente, editor da Gradiva, que me deixou perplexo. Ontem, ao ouvi-lo no programa Plano Inclinado (SIC Notícias), fiquei ainda mais preocupado. Outra pena que tem descrito os «assassinatos» mais ou menos velados que têm vindo a ocorrer nos gabinetes do Ministério da Educação é a de Santana Castilho que escreve regularmente no jornal citado. Já todos ouvimos falar no «Eduquês» e dos seus malefícios. A política educativa, delineada por «pedagogos» de gabinete, seguida nos últimos anos é pura e simplesmente catastrófica. Tem imperado o facilitismo que agrada à maioria dos alunos, pais, políticos e também a alguns professores. O risco de se aniquilar a próxima geração é real.

A educação deve ser olhada e assumida como o garante do desenvolvimento de um país. Neste sentido, o futuro do nosso país não parece poder vir a ser brilhante, especialmente se aliarmos aos resultados escolares, o estado da economia, da justiça e o desânimo que se apodera gradativamente das várias franjas da sociedade. Inventam-se estatísticas, vive-se de aparências e «vendem-se» sonhos às pessoas. O «Eduquês» parece ser o aliado útil dos (alguns) políticos e das políticas. Vozes se levantam a informar que este estado de coisas fará parte de um plano doutrinário. Preocupante? Sim, a ser verdade, devemos preocupar-nos. Ainda que não exista efectivamente um plano maquiavélico, algo tem que ser feito para inverter a tendência reinante. As principais vítimas são os alunos que hipotecam o seu trajecto. Cada vez mais, o diploma substitui o saber, ou seja, atribuem-se diplomas sem que, na maior parte das vezes, o diplomado possua as devidas competências. Tem havido uma confusão, talvez velada, entre qualificar e certificar. Os vezos estão implantados e torna-se difícil reformatar os princípios orientadores da educação. Como diz Medina Carreira (que muitos apelidam de catastrofista) importa convencer os pais que eles e os seus descendentes estão a ser burlado. Urge que os pais entendam que é fundamental retomar a disciplina e a exigência. É premente que os alunos leiam e escrevam para que possam ter capacidade de reflexão e de análise e sejam efectivos cidadãos, membros activos da sociedade.

Saliente-se ainda que a mobilidade social, a designada mobilidade ascendente, está praticamente liquidada. A escola que poderia funcionar como veículo para a ascensão social está a tornar-se cada vez mais castradora e estigmatizante. A proliferação de Cursos de Educação e Formação (CEF) é um indicador claro do que se está a passar. Basta perguntar a um professor o que pensa em relação a estes cursos, para se perceber para que servem, como (não) funcionam e que futuro auguram para os alunos que os frequentam. Nota final, muitas escolas apostam forte nos CEF porque há bom financiamento. Palavras para quê?

Sugestão de leitura: O 'Eduquês' em discurso directo de Nuno Crato
 

Domingo, 2 de Maio de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA - AS BENEVOLENTES



SINOPSE: As Benevolentes é uma epopeia de um ser arrastado pelo seu próprio percurso e pela História.
As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue, um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.

Este romance vai buscar o título à mitologia grega – as Erínias, deusas perseguidoras, vingadoras e secretas, também conhecidas por Eumênides ou Benevolentes.

Fonte: Fnac on-line 

Autor: Jonathan Littell
Editora: Dom Quixote

Ano de Edição 2007

Formato: NORMAL

Idioma: Português

Nº Páginas: 896

Cibelle - Punk da Periferia

Sábado, 1 de Maio de 2010

Sócrates marcha mal?


O engenheiro (?) Sócrates marcha mal? Em alguns momentos, ao ouvir o senhor Primeiro-ministro de Portugal, lembro-me da história, velhinha, dos pais que foram assistir ao juramento de bandeira do filho recruta. A mãe, indignada, comentou furiosa para o marido: «Já viste? Todo o pelotão está a marchar mal! Só o nosso filho está a acertar o passo.

Passo acertado é coisa que o nosso séquito governamental parece não ter. Parece? Vou deixar-me de eufemismos e simpatias! O nosso elenco governativo há muito tempo que não consegue ter um comportamento à altura da coreografia que as dificuldades que vivemos exigem.

Sócrates ainda não desistiu de nos fazer acreditar que está certo e que todos os analistas, nacionais e internacionais, estão redondamente enganados. A fuga para a frente parece ser a opção abraçada, mas já são poucos os que acreditam na mensagem que tenta passar.

Ser flexível e inflectir quando se está erro, é uma qualidade que não preenche o ego do nosso primeiro.

Há algum tempo atrás, detonou um velho edifício em Tróia para que o grupo de Belmiro viesse a erigir um grande empreendimento turístico.

Será que da putativa implosão do nosso país sobrará algo para que a reconstrução seja possível. Os últimos sinais, e que fortes são, não deixam grande margem para um futuro esperançoso.