Opiniões,comentários e reflexões sobre Portugal e o Mundo... Não tenho qualquer interesse literário, mas sou feito de literatura. Franz Kafka, Cartas a Felice jagcarreira@gmail.com
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Sábado, 25 de Setembro de 2010
Alucinações federativas
Não há quem ponha termo a esta vergonha? O futebol português está completamente metido num atoleiro do qual dificilmente sairá. Há anos que se fala dos «jogos de bastidores», dos poderes instituídos na FPF e de um ambiente federativo pouco aconselhável e pejado de gente pouco escrupulosa. Se este triste retrato corresponde à realidade ou não, não sei. Mas sei que algo vai mal no «reino do futebol».
A selecção, há algum tempo a esta parte, joga mal e os resultados são fracos; a novela Carlos Queiroz parece não ter fim anunciado… O ex-seleccionador apresentou uma queixa-crime por alegada fraude processual, envolvendo os relatórios e as declarações dos médicos da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP).
O estado comatoso em que parece estar a FPF, na pessoa do seu Presidente, o Dr. Gilberto Madaíl, parece ter entrado num novo patamar: a alucinação contínua. Contratar o Mourinho? Por dois jogos? Pedir ao Real Madrid? Triste figura a do senhor presidente que conseguiu deixar o futebol nacional num nível baixíssimo, uma espécie de organização terceiro-mundista. Organizar o Mundial? Tenham mas é juízo!
Ainda o país não tinha parado de gargalhar (para não deprimir) com a «sugestão» José Mourinho, já o líder federativo nos presenteava com mais uma solução de nos levar ao tapete com tanto rir: Paulo Bento. Porquê? Com base em que requisitos? Mais um para a conflitualidade latente? Carlos Martins e Liedson, cuidem-se, ou melhor, pensem em «arrumar as botas» que usam com equipamento nacional. A única coisa que poderá melhorar é o nível de tranquilidade que grassará no sei do grupo, especialmente se considerarmos o número de vezes que o técnico utiliza a expressão nas suas habituais «tiradas» nas conferências de imprensa.
Sei quem esfrega as mãos de satisfação: Os Gato Fedorento. Terão sempre à mão de semear mais um número com o senhor do «risco ao meio».
Continuemos, pois então, com tranquilidade… com tranquilidade… a descer os degraus que nos levarão ao fosso sem retorno.
Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010
Especialistas defendem actividades de tempos livres fora da Escola
«O Presidente Obama quer que o Senado aprove um nova lei que permite financiar as escolas públicas interessadas em aumentar o dia e o calendário escolar.
O objectivo é aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola de forma a facilitar os deveres laborais dos pais. Os defensores da escola a tempo inteiro acreditam que, com o aumento do tempo de permanência na escola, os alunos aprendem mais.
Esta lei tem semelhanças com o conceito de escola a tempo inteiro promovido em Portugal durante o consulado de Maria de Lurdes Rodrigues.
A nova lei tem a oposição dos especialistas e organizações que defendem a opção das actividades de ocupação de tempos livres realizadas fora da escolas. Os adeptos da opção por actividades de ocupação de tempos livres fora da escola garantem que essa é a melhor forma de aumentar o bem-estar das crianças e, simultaneamente, servir as necessidades dos pais». IN PROFBLOG
O objectivo é aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola de forma a facilitar os deveres laborais dos pais. Os defensores da escola a tempo inteiro acreditam que, com o aumento do tempo de permanência na escola, os alunos aprendem mais.
Esta lei tem semelhanças com o conceito de escola a tempo inteiro promovido em Portugal durante o consulado de Maria de Lurdes Rodrigues.
A nova lei tem a oposição dos especialistas e organizações que defendem a opção das actividades de ocupação de tempos livres realizadas fora da escolas. Os adeptos da opção por actividades de ocupação de tempos livres fora da escola garantem que essa é a melhor forma de aumentar o bem-estar das crianças e, simultaneamente, servir as necessidades dos pais». IN PROFBLOG
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
Sábado, 18 de Setembro de 2010
Ministra da Educação - «Uma Aventura Na Casa Assombrada»
A ministra da educação (será?), Isabel Alçada, parece ter um mérito indiscutível. Qual? Tem a capacidade de prever o futuro! Cuidado Maya! Não me refiro à Abelha, mas à astróloga da TV e das revistas cor-de-rosa. Quando a actual ministra da «educação» escreveu as páginas do livro «Uma Aventura na Casa Assombrada» certamente já estaria a servir de oráculo para a sua estadia na «Casa da Educação». Se o Ministério da Educação não está assombrado, certamente deixa assombrada a mente da ministra. No arranque do ano lectivo a ministra escritora conseguiu soltar pérolas de alto gabarito. Cito apenas três:
1. «Se é pai, aluno ou professor, não esteja ansioso, deprimido ou irritado agora que a escola vai começar, porque há um sem número de coisas giras para saber e fazer durante este ano lectivo».
1. «Se é pai, aluno ou professor, não esteja ansioso, deprimido ou irritado agora que a escola vai começar, porque há um sem número de coisas giras para saber e fazer durante este ano lectivo».
2. «Estudar é um desporto de cérebro».
3. «O dia tem 24 horas (será?) e essas horas podem ser usadas de várias maneiras».
Os sublinhados e o parêntesis são meus. Parecem-me justificados.
Enquanto a ministra divaga e a Educação definha, convido-o a ver o trailer do filme «Uma Aventura na Casa Assombrada».
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Domingo, 12 de Setembro de 2010
«Sortugal lidera ranking de competitividade»
Estou tentado a propor a troca do P pelo S no nome do nosso país. Quem sabe se o nosso país se chamasse «Sortugal» e não Portugal não estaríamos melhor nos rankings internacionais da competitividade.
Desde logo, parece-me que facilmente poderíamos associar a sorte a Portugal e abandonar o «fado» em que estamos aprisionados há anos de mais, não me refiro à música, mas ao putativo triste destino das nossas gentes.
Se considerarmos que os três primeiros lugares, do ranking da competitividade do Fórum Económico, mais conhecido como o Fórum de Davos, são ocupados por regiões cuja primeira letra é um S, Suíça, Suécia e Singapura… talvez a ideia possa fazer o seu caminho…
Até lá, temos que nos contentar com a quadragésima sexta posição, entre a Eslovénia e a Lituânia.
PROJECTO AJUDA-ME A SORRIR MÃE
Ontem, em Castro Daire, teve lugar mais um Jantar de Solidariedade do Projecto "Ajuda-me a Sorrir, Mãe", promovido pela Embaixatriz de Moçambique em Portugal, Glória Mkaima.
Desta vez, o contributo solidário também partiu do Grupo Português FINGERTIPS, que se associaram à causa, oferecendo um concerto acústico, unplugged, para todos os participantes do jantar.
Tive o prazer de participar, contribuir para a causa abraçada pela senhora embaixatriz e ouvir a bela voz da Joana e o som produzido pelo Rui dos FINGERTIPS.
Foi um gosto poder privar com pessoas tão afáveis.
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Criminosos ...
«As redes criminosas que existiam no meio dos ciganos não são mais perigosas que a actividade dos banqueiros e não é por isso que se deportam os banqueiros - mas estes, como é sabido, são ricos». (José Vítor Malheiros, Público, 07 de Setembro de 2010)
Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Domingo, 5 de Setembro de 2010
Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
CIGANOS, DE ODIADOS A «AMADOS» (?)
Escorraçados por uns e bajulados por outros. O povo cigano nunca foi bem aceite em França, tal como não é bem aceite noutros pontos do planeta. Basta pensarmos no modo como são «olhados» em Portugal. Povo com uma idiossincrasia muito própria, com costumes bem arreigados, nem sempre se consegue integrar nas comunidades em se radicam. A diferença normalmente não é bem aceite. No caso desta comunidade, penso que os preconceitos e a visão estereotipada são factores que dificultam seriamente a sã convivialidade. A culpa, se é que podemos falar em culpa, está de ambos os lados porque as «barreiras» são erguidas dos «dois lados».
Em Itália já foi iniciado, há algum tempo, um movimento de descriminação dos ciganos. Em França Sarkozy lançou uma ofensiva sem precedentes contra esta comunidade, levando à expulsão de algumas centenas que sobreviviam ilegalmente em acampamentos nos subúrbios das grandes cidades.
Para que possamos avaliar o fosso existente entre países, estes homens, mulheres e crianças expulsos de França são recebidos de braços abertos (Observe o Cartoon de CRISTIAN MIHĂILESCU, GÂNDUL - BUCARESTE).
Esta recepção calorosa deve-se à ideia pré-concebida de que estas gentes, vindas de um país rico e «civilizado», trarão nas suas bagagens putativas fortunas que terão conquistado no estrangeiro. Dupla descriminação, uma negativa e outra positiva, mas ambas levarão estas pessoas a mergulharem num poço fundo, quem sabe se até sem retorno.
A Alemanha que diz Nein!
«Nesse sentido, a escalada das contestações é também sinal da falta de visão de conjunto. As igrejas, os clubes desportivos, os sindicatos e os partidos de massas há muito que estão em declínio e as pessoas viram-se para si próprias. Nota-se também menos disposição para sacrifícios em prol do interesse da sociedade.» IN DER SPIEGEL
Esta transcrição faz parte de um artigo, escrito a várias mãos (Matthias Bartsch, Sven Becker, Kim Bode, Jan Friedmann, Wiebke Hollersen, Simone Kaiser, Dirk Kurbjuweit, Peter Müller, Maximilian Popp, Barbara Schmid), na revista DER SPIEGEL, intitulado «A Alemanha que diz Nein!».
Já tinha escrito, neste espaço, um texto que versava a problemática da construção da nova estação em Stuttgart que originou um movimento de contestação ao projecto. No PRESS EUROPE pode ler-se o artigo, anteriormente referido, que nos dá conta da grande intervenção contestatária da população alemã. O artigo vai mais longe e fala, inclusivamente, da urgência de uma república contestatária. Na Alemanha os cidadãos arregaçam as mangas e põem as mãos na massa, lutando pelas causas em que acreditam. Esta realidade parece até contrariar um pouco o que é dito numa das passagens do artigo, que nos dá conta do declínio do associativismo em benefício do individualismo. Na verdade, talvez fruto do descrédito dos políticos, as pessoas não se revêem nos partidos, mas isso não impede os cidadãos de se organizarem em movimentos de contestação a determinadas decisões governamentais, sejam elas centrais ou regionais.
O artigo é muito assertivo, dá-nos conta dos prós e contras desta realidade que parece instalar-se definitivamente na Alemanha. Logicamente, torna-se difícil inovar e abraçar projectos novos quando a cada instante surge uma contestação com milhares de pessoas na rua.
Quem me dera que no nosso país as pessoas tomassem posição, se fizessem ouvir, analisassem, reflectissem e discutissem os assuntos que dizem respeito a todos e a cada um, não nos limitássemos a organizar «manifes» apenas por questões salariais e organizadas por sindicatos que, não raras vezes, têm agendas ocultas.
Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010
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