Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

O transe de José Sócrates

José Sócrates tem um apelido de filósofo grego, considerando os dons de retórica talvez lhe assente bem. Ultimamente, parece reaproximar-se mais da antiguidade clássica. O líder do Partido Socialista parece encarnar na perfeição a figura da pitonisa. No Congresso realizado em Matosinhos entrou em transe, o Oráculo funcionou e começou a debitar informação, parecendo cada vez mais distante a sua adesão à realidade. José Vítor Malheiros, no Jornal Público (12 de Abril de 2011), avança com a ideia de que «Uma das explicações para este congresso alegremente mentecapto e de glorificação do líder é, simplesmente, que alguém tenha posto alguma coisa na água.»
José Sócrates parece acreditar nos próprios delírios e consegue fazer com que muitos acreditem nas suas «visões». A explicação para a crença de uma multidão na capacidade oracular que este encerra na sua identidade assenta num simples princípio enunciado por Helena Matos (Público, 14 de Abril de 2011): «Mitologicamente falando, que eles, que têm tido como fonte de rendimentos cargos em que nos prometem uma Idade de Ouro, cheia de carros eléctricos, TGV, cheques-bebé e computadores à borla, estão dispostos a quase tudo para não serem destronados.              
A era dos «partidos dos amigos» está em fim de ciclo. As dificuldades que os portugueses sentem e se agravam a cada dia obrigarão a soluções arrojadas e a políticos / decisores competentes. DEVEM SER OS MELHORES, OS QUE REUNEM COMPETÊNCIAS, DÃO PROVAS E TRABALHAM QUE DEVEM ACEDER A CARGOS PÚBLICOS.   

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