Muito se tem falado sobre a utilidade das empresas municipais. Há quem as defenda com «unhas e dentes» e quem as abomine e, se tivesse competências para tal, as exterminaria «ao virar da esquina».
Não me revejo em nenhuma das posições. Acredito que há bons exemplos e casos de sucesso inquestionável, mas não será menos verdade que há muitos exemplos de má gestão e de ineficácia do modelo.
Entre o deve e o haver, em que ficamos? Compensa ou não ter empresas municipais. No Expresso, do dia 03 de Junho, abriu-se uma pequena clareira que ajudou a desfazer a nuvem de fumo que torna quase impenetrável a observação sobre esta realidade, tão díspares são os dados oficiais.
Assim, logo na capa do Caderno de Economia ficamos a saber que «42% das empresas municipais não contribuem para o PIB.» Mais, «Das 280 empresas analisadas pelo Expresso, 117 tiveram um valor acrescentado bruto negativo em 2009.» Ficamos ainda a saber que «A maior parte das empresas municipais foi criada por câmaras lideradas pelo PSD.».
Não estando na posse dos dados, e não sendo competente para fazer uma análise séria e rigorosa a esta questão, não posso deixar, contudo, de ficar preocupado com este quadro negro. Faço votos para que o novo executivo governamental analise esta realidade com o rigor necessário e tome opções assertivas, no sentido da desejada e imperativa eficácia destas empresas.

1 comentários:
Jose Carreira "O PSD é o campeão das empresas municipais que não servem para nada. A governação de Passos tem de atacar este PSD 'local'. Há que separar o trigo do joio: as empresas com trabalho feito merecem continuar, o resto não. Portugal só mudará quando um primeiro-ministro fizer sangue no seu próprio partido." (Henrique Raposo, Expresso, 10/06/2011).
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