Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

Amy Winhouse - A rapariga que fugia da fama que disse não à vida

Amy Winehouse juntou-se ao grupo de Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrinson, Janes Joplin e Kurt Cobain na galeria dos artistas que viram as suas vidas terminarem aos 27 anos. Todos os nomes elencados tinham como características comuns o potencial artístico e a adopção de estilos de vida de alto risco, muitas vezes associadas ao consumo de drogas e álcool.

Na capa do jornal Público (24 de Julho de 2011) pode ler-se nas parangonas: «A vida disse “não” à rapariga que fugia da fama». No interior do jornal, Miguel Esteves Cardoso (MEC), na sua crónica diária que intitulou «Que pena» disse o seguinte: «Amy Winhouse valeu a vida e ficou a perder com a vida que nos deu. Obrigados, Amy Winhouse: deste tudo e não custaste nada.»

Gosto da música que produziu e da sua voz única, poderosa e que não deixava ninguém indiferente. Todavia, não posso concordar com o título do Público porque, na minha opinião, foi a rapariga que fugia da fama que disse não à vida, não devemos esquecer-nos do seu grande sucesso «i said no no no…» do albúm Back to Black.

Outro facto que me faz alguma espécie é o endeusamento dos artistas. A sensação que dá é que tudo o que fez, todo o seu trajecto foi perfeito, mas não foi. Amy, como eu, como o leitor, como os meus amigos, como todas as pessoas de que gosto teve um lado positivo e um negativo. Neste sentido, não posso concordar, também, com MEC porque, se eventualmente deu tudo, também custou bastante aos seus familiares e amigos e os exemplos que terá dada aos fãs talvez não sejam de elogiar.

Contudo, aqui fica plasmado o meu pesar pela morte precoce de um talento em potência que deu bastante, mas poderia dar muito mais.

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