Sou, como bem sabem, admirador confesso do professor Santana Castilho de já longa data.
Hoje, nas páginas do jornal Público (p. 37), fez um ataque cerrado ao governo na generalidade e ao Ministro da Educação, Nuno Crato, na especialidade. Advogou o seguinte: “Matando com ferro, com ferro começou a morrer (referindo-se a Crato) no quadro desta pífia adaptação curricular do ensino básico, a que procedeu de forma monolítica.”
Também eu tinha esperança de que fossem introduzidas mais medidas de fundo e se alterasse o actual estado de coisas que não permite a melhoria da qualidade do ensino em Portugal. Todavia, penso que critica é injusta e peca pela demasiada precocidade. Não houve tempo para estudar a fundo os dossiês e poder, acredito que tenha vontade, colocar em prática as suas ideias. Há que dar o benefício da dúvida e deixar as pessoas, conjuntamente com as suas equipas, trabalharem e, a seu tempo, avaliar os resultados das práticas, das medidas defendidas e executadas.
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