Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Londres: reivindicar sim, roubar e vandalizar não!


Os movimentos de cidadãos, bem como as manifestações, têm valor e devem ser encaradas como modos de expressão valiosos e que podem contribuir para o fortalecimento da democracia.   
Em texto anterior, já elogiei o activismo militante dos cidadãos alemães. Um exemplo claro é a luta que tem sido travada, em Stuttgart, contra a construção de uma nova estação ferroviária – Stuutgart 21.
Fazer ouvir as vozes é um direito inalienável que assiste a cada cidadão.
Todavia, há limites que devem ser bem definidos à partida.
Manifestar não deve rimar com ROUBAR E VANDALIZAR!
A violência gera, em regra, violência. Temos assistido a várias manifestações (Grécia, Espanha, França, Inglaterra) que, independentemente das razões que as suportam, perdem toda a credibilidade e legitimidade. Os incidentes registados em Atenas, os protagonizados, em Madrid, pelo M-15 ou, os que temos visto, através dos media, em Londres são intoleráveis. Uma manifestação deve ser pacífica, organizada e pugnar por objectivos concretos. Quando estes movimentos atingem níveis de violência, que quase fazem lembrar cenários de «guerrilha urbana», devem ser enfrentados com «mão pesada» por parte das autoridades policiais, sob pena de podermos observar, como se de um filme se tratasse, bairros a serem saqueados, incendiados e cenas de uma violência atroz.           

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