Muitas são as vozes que se erguem contra a alteração à constituição. São invocados motivos como a aceitação da incapacidade dos políticos para a governação, as limitações que seriam impostas aos governos em termos de política fiscal, a afectação do Estado de Bem-estar mediante «machadadas» em áreas sensíveis como a saúde, as pensões, a educação…
Juergen Donges, economista hipano-alemão, é muito claro, em entrevista ao El País: “Os Governos não ficam atados. Só têm que estabelecer prioridades nas despesas. Se um governo quer muita política social pode fazê-la, mas terá que reconsiderar outras alternativas e cortar aí nas despesas, por exemplo, em matéria de defesa.”
Ora muito bem, parece-me que governar é tomar opções, decidir. Neste sentido, o orçamento, maior ou menor, deve ser algo real e não uma utopia. É com base no que temos, não no que julgamos ou que queremos ter, que a governação deve enquadrar as suas políticas.

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