Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

O Congresso do PS


Sei que pode considerar estranho o que vou dizer, mas vou escrever: concordo com Joana Amaral Dias, a «Ksarina» do Bloco de Esquerda.  Eis a sua afirmação: «Pouco entusiasmo se passeia em Braga. Este congresso [do PS] serve a consagração do líder e debate de ideias é mentira.» (Correio da Manhã, citado no Público).    
Quanto à consagração do líder não vou tecer considerações porque as evidências foram claras e são habituais nestes eventos partidários.
No que concerne ao debate de ideias, apetece-me dizer qualquer coisa. Ora, aqui vai! Ideias para o futuro do país, não ouvi nem uma com algum substrato que para que possa ser levada a sério. É grave! É especialmente grave quando o líder há muito tempo que se perfilava (mas não preparava) para ser líder do principal partido da oposição. Pior e mais preocupante foi a amnésia colectiva que parece ter contagiado os congressistas que subiram ao palanque para discursar. A sensação com que fiquei é que o efeito da multidão em «festa» não permitiu uma reflexão atenta daquilo que foram os últimos anos de governação do partido socialista, sob a batuta do «engenheiro» Sócrates.
Ninguém reconheceu um erro, talvez não compreendam que o erro faz parte da aprendizagem. Neste sentido, talvez tenha sido desperdiçado um bom momento para a pedagogia necessária para a definição de estratégias futuras.
Confesso, esperava um pouco mais. Mas quando o «frisson» foi uma troca de cadeiras, ou de lugares, no plateau da TVI ou a «farpa» de Manuel Alegre a Mário Soares: «Gostei mais de ver o ver aqui do que na Universidade de Verão do PSD.»… está tudo dito!   

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