Domingo, 22 de Maio de 2011

AINDA O DEBATE E OS ANALISTAS POLÍTICOS

As pessoas parecem surpreender-se com o facto de em Portugal, os resultados das sondagens colocarem o PS a par do PSD.
Eu não. O povo português, abundantemente, toma decisões demasiado irracionais para terem qualquer explicação lógica, basta relembrar os casos Felgueiras e Isaltino.

No entanto, já fico mais surpreendido quando ouço determinados comentadores e analistas políticos, defenderem de forma acérrima José Sócrates, encontrando virtudes no seu discurso, até num debate como o que o opôs a Passos, quando à partida deveriam estar bem mais informados que o comum cidadão, e deveriam saber ler, bem melhor, as acções que observam...

Qualquer economista que se preze neste país, rapidamente desmonta a teoria de que a oposição é a responsável pelo estado desastroso da economia nacional, logo, se num debate e perante a nação, Sócrates, afirma categoricamente, num país à beira da bancarrota, que não precisávamos do FMI, e que a subida dos juros  advém do chumbo do PEC IV, está a mentir descaradamente...e os analistas e comentadores políticos deveriam saber isso...

Se temos um anúncio teatral, no intervalo de um jogo de futebol, que anuncia uma realidade alternativa, fictícia e por isso, desrespeitosa, em pleno Prime Time, uma comovente, de tão forçada e denunciada, lágrima para inglês ver, e uma encenação de trazer por casa, com a entrega de um DVD (vazio?), a Passos em pleno debate televisivo,  Sócrates mostra que sabe ser o  “Sr. que falou bem” e convencer os mais inocentes nestes meandros...mas os analistas e comentadores políticos deveriam saber mais do que isso...

É por isso que não me surpreendo. Bom ou mau, de continuidade ou não o programa do PS, pode e deve ser alvo de escrutínio, e vai ser avaliado pelo portugueses dia 5 de junho, mas infelizmente, não é com isso que o candidato Sócrates está preocupado, ele conhece Portugal, e sabe que isso é o menos importante...chega até a ser irrelevante...e os comentadores e analistas políticos deveriam apontar isso mesmo, mas não são capazes. 

Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Merecemos ter presente, pensar no futuro e nunca esquecer o passado.

«Parafraseando James Clarke, têm-nos sobrado políticos que só pensam na próxima eleição e escasseado políticos que se preocupem com a próxima geração. Eis um paradigma que é forçoso mudar.»

Este parágrafo foi transcrito do mais recente livro do professor Santana Castilho (de quem sou admirador) intitulado O Ensino Passado a Limpo (2011, p.15), editado pela Porta Editora.

Este é um dos problemas que urge ultrapassar, temos que abandonar, como refere Daniel Innerarity (“O Futuro e os seus Inimigos”, 2011, p. 12) a concepção instantaneísta da democracia.

Efectivamente, grande parte das medidas levadas à prática pelos governos norteiam-se, apenas e tão só, pela resolução de alguns problemas que apoquentam as pessoas «hoje». Não são equacionados projectos governativos que tenham um enfoque no médio ou no longo prazo. A solidariedade geracional é algo que nos escapa por entre os dedos. A vivência do imediato, do hedonismo e do individualismo exacerbados, são traços característicos das actuais sociedades que não permitem a projecção de medidas de fundo e assegurem aos vindouros a sustentabilidade necessária das sociedades em que se inserem.

Mais do que fomentar a solidariedade entre gerações, importa ganhar eleições. Não se olha a meios para que possam ser atingidos os fins. Esta dura e lamentável realidade deve ser alterada urgentemente!

Penso que é tempo de preocupação, discussão, reflexão e conveniente actuação. Vale sempre a pena, como diz o poeta, quando a alma não é pequena. A alma lusa é grandiosa, creio que merecemos ter presente pensar no futuro e nunca esquecer o passado.

Terça-feira, 3 de Maio de 2011

Votar ou não votar, eis a questão!

Muitas pessoas não sabem, ainda, se vão ou não exercer o seu direito de voto no próximo dia 05 de Junho.
Muitas pessoas afirmam, pura e simplesmente, que não vão votar porque não acreditam nos políticos e nas suas «promessas» eleitorais.
Devo dizer que sempre votei e espero continuar a fazê-lo. Tenho a minha opção de voto definida e sou dirigente de um partido político.
Não posso, contudo, deixar de fazer um apelo ao voto, à participação massiva neste acto eleitoral. Independentemente da opção de voto, pode até ser em branco, penso que será sempre uma alternativa melhor se comprada com a não ida às urnas. A inércia, o atirar a toalha ao chão, desistir não me parece que seja a solução de que necessitamos para encontrar soluções para que, rapidamente, saímos da crise em que nos encontramos submersos.
Vote, não fique em casa!