Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011

GOSTO DE PORTUGAL

Poderá o leitor pensar que este «Gosto de Portugal» resulta da vitória da nossa selecção de Sub-20, por 2-0, contra a França, garantindo o lugar na Final do Campeonato do Mundo. Logicamente, este feito alegrou-me e estimulou-me para escrever este texto, mesmo tendo em conta o adiantado da hora.
 Quem me conhece sabe que gosto muito do nosso país e da minha cidade (Viseu). Como, em conversas de café, refiro amiudadamente só me mudarei de cidade, caso a vida a tal me obrigue.
O que me leva, contudo, a escrever sobre esta temática é a minha actual estadia na Alemanha, em Estugarda. São várias as pessoas, de múltiplas nacionalidades, que me dizem, em bom português: «Gosto de Portugal». Uma alemã, um alemão, uma brasileira e um marroquino.
Todos os elogios parecem ser parcos para descreverem o quanto gostam do nosso país e da nossa gente. Sabe muito bem ouvir o elogio! Confesso que sabe! Faz-nos sentir ainda mais orgulho na nossa origem.    
Por vezes, fico com a sensação que só nós, os portugueses, é que vivemos mergulhados e amordaçados pelo fado e anestesiados pelo ecoar das palavras do «Velho do Restelo». Há como que uma propensão para a autofagia do povo português.   
Logicamente, vivemos momentos difíceis e a «nuvem negra» paira sobre nós. Contudo, acredito que um país como o nosso, com a nossa história, irá, com o contributo de todos, superar as dificuldades e restabelecer o orgulho nacional, desde logo, deixando no pretérito a actual condição de «protectorado».
Aconselho, desde já, a leitura do livro de Barry Hatton: «Os Portugueses»

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Londres: reivindicar sim, roubar e vandalizar não!


Os movimentos de cidadãos, bem como as manifestações, têm valor e devem ser encaradas como modos de expressão valiosos e que podem contribuir para o fortalecimento da democracia.   
Em texto anterior, já elogiei o activismo militante dos cidadãos alemães. Um exemplo claro é a luta que tem sido travada, em Stuttgart, contra a construção de uma nova estação ferroviária – Stuutgart 21.
Fazer ouvir as vozes é um direito inalienável que assiste a cada cidadão.
Todavia, há limites que devem ser bem definidos à partida.
Manifestar não deve rimar com ROUBAR E VANDALIZAR!
A violência gera, em regra, violência. Temos assistido a várias manifestações (Grécia, Espanha, França, Inglaterra) que, independentemente das razões que as suportam, perdem toda a credibilidade e legitimidade. Os incidentes registados em Atenas, os protagonizados, em Madrid, pelo M-15 ou, os que temos visto, através dos media, em Londres são intoleráveis. Uma manifestação deve ser pacífica, organizada e pugnar por objectivos concretos. Quando estes movimentos atingem níveis de violência, que quase fazem lembrar cenários de «guerrilha urbana», devem ser enfrentados com «mão pesada» por parte das autoridades policiais, sob pena de podermos observar, como se de um filme se tratasse, bairros a serem saqueados, incendiados e cenas de uma violência atroz.           

Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE

No que concerne ao Modelo de Avaliação de Desempenho Docente, considero que há 2 soluções que poderão garantir maior transparência e diminuir o grau de desconfiança dos docentes. Assim, penso que a solução terá que passar pela criação de equipas especializadas em avaliação (formadas por professores experientes e que cumpram pré-requisitos estipulados pela tutela). Outra solução, que me agrada menos do que a primeira, que pode funcionar, é que essa competência, a de avaliar os professores, ser atribuída à Inspecção da Educação com o necessário reforço desta entidade, no que concerne a recursos humanos e técnicos. Terá custos elevados? Talvez, mas a educação de um pais e, logicamente, o seu futuro, não podem continuar a ser hipotecados por razões, não raras vezes, apenas de carácter economicista. Quanto à avaliação executada pelos pares pode ser academicamente plausível e até o modelo teórico ideal, mas, na prática, ou seja, quando há necessidade de passar da teoria à prática, parece-me que o insucesso já está mais do que evidenciado.
Sei que o tempo não é de aumentar despesas, mas talvez possam ser cortadas outras gorduras da máquina da 05 de Outubro que talvez pouco ou nada contribuam para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.



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